quarta-feira, 3 de junho de 2009
Programa Nacional do Patrimônio Imaterial

A Unesco define como Patrimônio Cultural Imaterial "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural."
O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
O Programa Nacional do Patrimônio Imaterial - PNPI, instituído pelo Decreto n° 3.551, de 4 de agosto de 2000, viabiliza projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção da dimensão imaterial do patrimônio cultural. É um programa de fomento que busca estabelecer parcerias com instituições dos governos federal, estadual e municipal, universidades, organizações não-governamentais, agências de desenvolvimento e organizações privadas ligadas à cultura, à pesquisa e ao financiamento.
Postado por Vitor Santos
Iphan

A criação do organismo federal de proteção ao patrimônio, ao final dos anos 30, foi confiada a intelectuais e artistas brasileiros ligados ao movimento modernista. Era o início do despertar de uma vontade que datava do século XVII em proteger os monumentos históricos.
A criação da Instituição obedece a um princípio normativo, atualmente contemplado pelo artigo 216 da Constituição da República Federativa do Brasil, que define patrimônio cultural a partir de suas formas de expressão; de seus modos de criar, fazer e viver; das criações científicas, artísticas e tecnológicas; das obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e dos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
A Constituição também estabelece que cabe ao poder público, com o apoio da comunidade, a proteção, preservação e gestão do patrimônio histórico e artístico do país.
A criação da Instituição obedece a um princípio normativo, atualmente contemplado pelo artigo 216 da Constituição da República Federativa do Brasil, que define patrimônio cultural a partir de suas formas de expressão; de seus modos de criar, fazer e viver; das criações científicas, artísticas e tecnológicas; das obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e dos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
A Constituição também estabelece que cabe ao poder público, com o apoio da comunidade, a proteção, preservação e gestão do patrimônio histórico e artístico do país.
Postado por V itor Santos
Iphan lança Edital do Patrimônio Imaterial 2009

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou essa semana o Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial 2009: Apoio e Fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial.
De 4 de maio a 19 de junho, as Superintendências do Iphan em todo o país estarão recebendo projetos técnicos de documentação ou de melhoria das condições de sustentabilidade dos saberes, modos de expressão, festas, rituais, celebrações, lugares e espaços que abrigam práticas culturais coletivas vinculadas às tradições das comunidades afro-brasileiras, indígenas, ciganas e de descendentes de imigrantes, entre outras.
Os recursos disponíveis para os projetos contemplados no edital são da ordem de R$ 735 mil. Mais informações no material em anexo.
Mais informações:
Gerência de Apoio e FomentoDepartamento do Patrimônio Imaterial/Iphan(61) 3414-6138 / 6195 / 6135 / 6137
Assessoria de ComunicaçãoIphan / MonumentaFones: 3326 6864 / (61) 3326 8907 / (61) 9972 0050ascom@iphan.gov.brwww.iphan.gov.br
Postado por Vitor Santos
Noite no Museo

O uso de analogias e metáforas no discurso de monitores em 1 museus de ciências
Carla Wanessa do Amaral Caffagni
Orientadora: Martha Marandino
PPG- FE/USP
Introdução
Linguagem no ensino de ciências
As relações entre linguagem e Ensino de Ciências têm sido objeto de várias pesquisas nos
últimos anos, devido a sua grande importância no processo de construção da ciência e do
conhecimento individual do ser humano, constituindo-se assim numa promissora linha de investigação na área de Educação em Ciências.( Bozelli & Nardi,2005; Andrade et all., 2002). Muitos pesquisadores no mundo todo, têm se interessado pelo estudo da linguagem metafórica e analógica, preocupados com os efeitos que suas utilizações e abordagens têm na educação (Andrade et all., 2002).
A linguagem das ciências tem suas regras e características próprias, com predominância de
definições e conceitos em estilo impessoal que, dentro da realidade educacional, não favorece a função interpretativa/explicativa da linguagem mas sim, a sua função de transmissão do conhecimento (Cachapuz, 1989). Uma das maneiras de tornar essa linguagem mais acessível e menos rígida, consiste no uso de metáforas, que facilita a transferência do conhecimento de um domínio conceitual para outro (Andrade, et all., 2002).
As metáforas e as analogias são apontadas pelos investigadores como estratégias didáticas fundamentais no ensino e na aprendizagem de temas complexos de áreas científicas, pela possibilidade que estas oferecem de construir, ilustrar ou compreender um domínio científico desconhecido dos alunos a partir de um domínio familiar a eles, com base na exploração de atributos/relações comuns e não comuns de ambos os domínios, alvo e análogo (Bozelli & Nardi, 2005).
Analogias e metáforas não são as únicas formas de linguagem metafórica vulgarmente existentes, mas são provavelmente os formatos mais freqüentemente usados. São termos de difícil diferenciação. Sob diferentes perspectivas (filosófica, lingüistica) estes termos são usados com diferentes sentidos.
Na perspectiva educacional, mais especificamente na perspectiva da educação em ciências, são ferramentas de uso freqüente no processo de construção das noções científicas, estabelecendo relações entre sistemas distintos. Ou seja, um sistema conceitual científico e um sistema conceitual mais comum. Os conceitos científicos considerados pelos alunos muito complexos ou abstratos podem ser mais facilmente compreendidos com o uso destes recursos que tornam os conceitos mais “concretos”, “familiares”. Cachapuz (1989) acrescenta que as analogias são mais freqüentemente utilizadas do que as metáforas, devido principalmente a “transferência de significados de um domínio para o outro” já as metáforas estão normalmente associadas aos atributos dos elementos associados. O autor acrescenta ainda a idéia de que metáforas e analogias são permeáveis uma dada cultura embora provavelmente as primeiras mais do que as segundas.(Ferraz & Terrazan, 2002).
Vários autores têm refletido sobre o papel das metáforas e também das analogias tanto na produção do conhecimento em áreas específicas do saber, quanto na construção do conhecimento em uma disciplina escolar. Esta pesquisa, insere-se na perspectiva do uso da linguagem metafórica e analógica no ensino de ciências em espaços não formais de ensino, linha de pesquisa ainda pouco explorada.
O Ensino de Ciências e Museus.
A educação não formal vem crescendo em todo o mundo, inclusive no Brasil, a medida em que os museus deixam de ser depositários passivos de objetos ou simples expositores de produtos e descobertas científicas e se transformam em instituições dinâmicas, ativas na construção da cultura, da arte e da pesquisa em desenvolvimento. Suas exposições permitem a convivência e a compreensão dos objetos reais, tridimensionais, tornando-se importantes meios de comunicação de massa (Gouvêa et al., 2003).
Essa característica museológica contribui com a popularização das ciências de 50 diversas formas, o que tem apoiado o debate sobre sua ação educativa, do instrumental didático que dispõem e dos processos de aprendizagem que ali ocorrem (Hambúrguer, 2002; Pavão et all., 2002).
O museu caracteriza-se por ocupar um espaço, possuir uma coleção e estar aberto ao publico. No entanto a idéia de “estar aberto ao publico” remete a uma acessibilidade em conquista, devido a dificuldade de entendimento do publico a grande quantidade de informações e conceitos científicos expostos nesse espaço (Valente, 2002).
Neste sentido, emerge a preocupação com relação às informações que estarão presentes nacomunicação entre museu de ciência e publico. Como essas informações serão transmitidas? Quais informações serão consideradas? Que tratamento será dado a essa informação para que se torne compreensível a quem recebe? A essa última questão, está relacionada a idéia de transposição ou “recodificação” da linguagem especializada em linguagem não especializada (Marandino, 2001) Normalmente, o profissional responsável pela mediação entre o museu e o visitante é o monitor, que acompanha o publico durante a visita pela exposição, e através de discursos transmite as informações científicas numa linguagem mais simples, ou seja, ele é muitas vezes o responsável pela “recodificação” dos dados. Seu principal papel é o de tornar claras as informações e curiosidades, facilitando o entendimento do visitante. No processo de mediação a linguagem é a ponte entre o conhecimento e as pessoas. O conteúdo presente no discurso do monitor e as ferramentas de linguagem que utiliza devem portanto ser coerentes com o material em exposição. Segundo Stuchi & Ferreira (2003) em seu estudo realizado na Estação Ciência mostrou que os monitores tendem a desenvolver um discurso próprio, diferente das informações encontradas na etiquetas das peças em exposição. Constatou ainda a falta de cursos de capacitação específicos à orientação do monitor quanto a sua fala que o leva, muitas vezes, a simplesmente repetir as falas de outros monitores, o que pode comprometer a aprendizagem em Museus de Ciências. Poucos são os trabalhos realizados na área de linguagem no ensino de ciências em espaços não formais, até o momento nenhuma pesquisa sobre a utilização de metáforas e analogias no discurso de monitores em museus de ciências foi encontrado, o que justifica o presente projeto. Objeto/Problema da Pesquisa.
Esta pesquisa tem como objeto de estudo a utilização de metáforas e analogias no discurso de monitores em museus de ciências e centros de ciência e tecnologia. Dentre as questões que se pretendem discutir estão: O monitor faz uso dessas ferramentas de linguagem durante visitas orientadas? Em que situação as utiliza? Faz uso consciente? Suas colocações são pertinentes as informações associadas?
Metodologia
O método empregado na pesquisa ainda está em definição, mas certamente estará centrado na pesquisa etnográfica, que segundo André (1995) se caracteriza pelo uso de técnicas associadas a observação do participante, a entrevista e análise dos documentos coletados. O instrumento básico utilizado será o acompanhamento, observação e registro audio-visuais de visitas monitoradas realizadas por monitores em museus de ciências. Posterior a essa etapa as falas serão transcritas e analisadas para verificação presença de metáforas e analogias na fala dos monitores. Se essas ferramentas de linguagem estiverem presentes, os monitores serão convidados a analisar suas próprias falas com intuito deverificar se houve consciência da utilização desses recursos de linguagem durante a visita.
Possivelmente, esse diálogo também será registrado e transcrito pra posterior análise. Os discursos serão ainda analisados quanto a coerência sobre a metáfora/analogia utilizada e a informação a qual esta associada.
O número de visitas, de monitores e local de pesquisa ainda não foram definidos.
Postado por Vitor Santos
O selo de São Miguel

"É emocionante, fazer parte da história viva de São Miguel Paulista, da Aldeia de Ururai, que um dia dia também se chamou Baquirivú, sob a regência do Cacique Piquerobi, Pátria do Beato José de Anchieta, berço da Evangelização do Brasil, Patrimônio Histórico, meu coração pulsa junto com coração de todos os personagens que um dia ajudaram a escrever esta história."
Vitor Santos
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