domingo, 8 de novembro de 2009

Visitas

De 08 de novembro a 20 de dezembro de 2009
Capela São Miguel Arcanjo
De quinta a domingo das 10h as 16h 30min

Ingresso R$2,00

Entrada Gratuita:
*Aos Sábados e Domingos
* idosos, estudantes da rede pública, crianças até 07 anos.

Modernistas revisitam a Capela

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Restaurada, uma das igrejas mais antigas da cidade sedia exposição

http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2134/capela-sao-miguel-arcanjo-509003.html
De volta à vida
Restaurada, uma das igrejas mais antigas da cidade sedia exposição

Por Jonas Lopes
| 04.11.2009

Mario Rodrigues

Um importante patrimônio cultural da cidade retoma suas atividades no sábado (7). Inaugurada em 1622, a Capela de São Miguel Arcanjo, no bairro de São Miguel Paulista, receberá a mostra Os Modernistas Revisitam a Capela, composta de trinta obras do acervo do governo estadual. É a primeira vez que a coleção, iniciada há quarenta anos, será exibida fora dos palácios dos Bandeirantes, da Boa Vista e do Horto - somente trabalhos específicos eram emprestados. Ocupada inicialmente por padres jesuítas e, mais tarde, por frades franciscanos, a Capela de São Miguel Arcanjo começou a ser restaurada em 2006. ‘ Durante as obras, os técnicos do Iphan descobriram um mural pintado na parede atrás do altar ’, conta Alexandre Galvão, da Associação Cultural Beato José de Anchieta, responsável pela gestão do espaço. ‘ O estilo dessa pintura é peculiar, bem diferente do barroco em voga naquela época.’ Não é a abertura definitiva da capela, uma das mais antigas da cidade (a data de inauguração da Igreja de Santo Antônio, na Praça do Patriarca, é incerta, mas estima-se que ela seja do fim do século XVI). Ainda precisam ser restauradas peças danificadas em 1952, quando um homem invadiu a igrejinha e destruiu imagens como uma estátua de Nossa Senhora Aparecida do século XVII. A reinauguração completa está prevista para o primeiro semestre de 2010.

Entre os artistas representados em Os Modernistas Revisitam a Capela estão Tarsila do Amaral, Candido Portinari e Vicente do Rego Monteiro. ‘ Procuramos estabelecer uma ligação com as pesquisas de Mario de Andrade tanto em relação aos artistas do modernismo quanto aos pontos históricos da cidade ’, diz a curadora do acervo dos palácios, Ana Cristina Carvalho. O autor de Macunaíma, aliás, foi o responsável pelo tombamento da Capela de São Miguel Arcanjo, em 1938, quando era o diretor do Departamento de Cultura da prefeitura. Para garantir a segurança das obras da exposição, foi instalado um sistema com câmeras de vigilância e sensores de movimento. Ha¬¬verá ainda monitoramento feito pela polícia Civil e pela Militar.


Capela de São Miguel Arcanjo. Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 10, São Miguel Paulista,  2032-3921. Quinta a domingo, 10h às 17h (grupos de vinte pessoas por hora). R$ 2,00 (qui. e sex.) e grátis (sáb. e dom.). Até 20 de dezembro.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Eles estam chegando...



Catálogo da Exposição da Semana de Arte Moderna de 1922, com ilustração de capa feita por Di Cavalcanti.

sábado, 24 de outubro de 2009

Reunião 24/10/09

Boa Tarde Monitores...
Tudo bem?
Então, Sábado (24/10) teremos reunião sobre a exposição..
Será as 14h na ACBJA, Aguardo confirmação de vocês.

Obrigada, Fiquem com Deus.



Jessica Gomes
Associação Cultural Beato José de Anchieta

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Reunião dia 20/09/09

Prezados,
venho por meio deste informar que nosso nosso próximo encontro será domingo dia 20/09 as 15hs,e nele trataremos de assuntos relacionados a exposição do Palácio, temos muitas novidades para tratarmos com todos vocês.
Lembrando domingo dia 20/09 as 15:00hs na sede da ACBJA ,End.Pça. Padre Aleixo Monteiro Mafra,10 (anexo da capela).
Sem mais,atenciosamente.

Luana Dantas
Associação Cultural Beato José de Anchieta
Tel.: 2032-3921

sábado, 25 de julho de 2009

Caminhada de retorno



Gabriela Assis

Passeio em família



Gabriela Assis

Jardim



Aí... que frio...

Gabriela Assis

Museu do Ipiranga - Museu Paulista



Exposições: Terça a domingo, das 9h00 às 17:00hs.
Telefone: 2065-8026
Ingresso:R$ 4,00 - Adulto
R$ 2,00 - Estudante (mediante apresentação de carteira escolar).
Entrada gratuita:
* No primeiro e terceiro domingo de cada mês
* Para menores de 6 anos e para maiores de 60 anos

25/07/09
Gabriela Assis

Museu Paulista


(foto do site)
Museu Paulista da USP
Parque da Independência, s/n.º - Ipiranga - Caixa Postal 42.403 -
Tels.: (011) 2065-8000
FAX: (011) 2065-8051/2065-8054
CEP 04218-970 - São Paulo - SP - BRASIL
Site:www.mp.usp.br

Gabriela Assis

PAREDE DE TAIPA DE PILÃO



24/07/09
GABRIELA ASSIS

Pateo do Collegio



Dia: 24/07/09
Gabriela Assis

Museu Anchieta



Para chegar de metrô, desça na estação da Sé, e vá ao sentido da rua Boa Vista, saindo pelo corredor da linha 1 - Azul. O Largo Pátio do Collegio é de fácil localização.
Horário de funcionamento: terça a sexta das 9h às 16:45h Sábado e Domingo até às 16:30
Sobre as taxas: Em caso de visita com grupo escolar, até 4 professores não pagam. Visitante em geral: R$ 5,00. Alunos de escola particular e universitários: R$ 2,50. Alunos de escola pública (ensino fundamental e médio):R$ 1,00.

Gabriela Assis

segunda-feira, 20 de julho de 2009



Visitas Educativas ao Palácio dos Bandeirantes - São Paulo

Descrição
O Centro de Monitoria do Acervo dos Palácios agenda visita acompanhada por educadores ao Palácio dos Bandeirantes. A entrada é gratuita.
Horário de visitação: de terça a domingo de hora em hora, das 10h às 17h.
Agendamento: www.acervo.sp.gov.br. Informações: (11) 2193-8282.
Endereço: Av. Morumbi, 4500 Morumbi – São Paulo - SP.
Endereço Eletrônico
http://www.acervo.sp.gov.br (Informação sobre o serviço)
E-mail:
monitoria@sp.gov.br (Informação e Prestação do serviço)
Telefone:
(11) 2193-8282 , (11) 2193-8740 (fax) (Informação sobre o serviço)

Gabriela Assis

Visita ao Palácio


Foi muito interessante a visita ao Palácio dos Bandeirantes.
É uma pena que as próximas visitas não serão aos sábados e eu não poderei ir...

Gabriela Assis

terça-feira, 30 de junho de 2009

Material enviado por email

Bom dia para todos,

Encaminhei ontem por email, material bibliografico a pedido do Prof Edu para o email de todos.

Peço por gentileza para os alunos (as) que possuem os seguintes emails, me mandarem um alternativo ou conferir se está correto, pois o material voltou:

iara.lima@colegiopop.com.br e sheilarnaut@ig.com.br

Obrigada,

Andreia Pacheco
andreiapacheco_acbja@yahoo.com.br

segunda-feira, 22 de junho de 2009


Turma da Tarde, logo atrás deles encontra-se o azuleijo português da Fazenda Biacica.

Visita a fazenda Biacica


Turma da Manhã em frente a Casa da fazenda Biacica

sábado, 20 de junho de 2009

São Miguel de todos os tempos

São Miguel de todos os tempos,
São Miguel de Ururai,
da Aldeia dos índios Guainazes,
do cacique Piquerobi.

Entre o verde das matas, na pequena aldeia,
construída pelas mãos de Anchieta,
com a ajuda dos índios, a capela erigiu,
de taipas e telhas de barro,
a casa de Deus surgiu.

São Miguel de José de Anchieta,
São Miguel de Padre Aleixo,
de Dom Fernando Legal,
de Dom Manuel Parrado Carral,
nosso Bispo eclesial.

São Miguel dos nordestinos,
mineiros, de todos estrangeiros,
que aqui um dia ajudaram a contar a história do bairro.

São Miguel, do Arcanjo Miguel,
São Miguel de Baquirivu,
São Miguel da velha estrada Rio-São Paulo,
São Miguel de ontem, hoje e amanhã,
São Miguel de todos os tempos.

São Miguel do sol nascente,
que toca o coração da gente,
terra abençoada por Deus,
onde todos convivem em paz e harmonia.

São Miguel, minha terra querida.
Inspire-nos a contar a sua história,
A narrar a suas glórias.

Eterno Berço da esperança,
patrimônio da humanidade,
Aqui já passaram grandes vultos da nossa história.

Tuas ruas contam histórias,
de vitórias e de glórias, dos pioneiros destemidos,
que com bravura, riquezas aqui construíram.
Receba dos seus filhos ilustres esta pequena homenagem.
Terra amada, terra adorada, onde Deus fez a sua morada.
Que seu nome seja eternizado e o teu hino entoado.

Vitor Donizetti dos Santos
Jornalista e escritor
e-mail do autor: vitor.d.santos@hotmail.com

quarta-feira, 17 de junho de 2009

VITOR DONIZETTI DOS SANTOS

Aos Guardiães da Capela de São Miguel Arcanjo



Convido-vos a conhecerem os meus Blogs:

1 - http://saomiguelpta.blogspot.com.br

Este blog registrar parte da história do nosso Bairro.

2 - htt://bairrosdesaopaulo.blogspot.com.br

Este blog registrar parte da historia dos bairros de São Paulo

3 - htt://vitordonizetti.blogspot.com

Este blog é direcionado para concientizar as pessoas da importância de preservar o meio ambiente

OBS.: Para conhecer os demais blogsm bastar acessar o meu perfil

terça-feira, 16 de junho de 2009

Roteiro - Conhecendo São Miguel Paulista

Curso de Monitores Capela São Miguel
Roteiro - Conhecendo São Miguel Paulista
Duração 120 minutos aproximadamente

Saída: Catedral / Capela

1 - Prédio do Colégio Cruzeiro do Sul (onde começou a UNICSUL) Alto Pedroso
2 - Praça Alto Pedroso
3 - Casa de Cultura Antonio Marcos
4 - Sitio Mirim
5 - Praça "Morumbizinho"
6 - UNICSUL
7 - Sub-Prefeitura de São Miguel
8 _ Colégio Carlos Gomes (Escola mais antiga do bairro)
9 - Casa do Antonio Marcos (Cantor, Compositor , Ator, ...)
10 - Bombeiros
11 - Delegacia de Polícia 22º DP
12 - Casa de Cultura Luiz Gonzaga
13 - Castelinho
14 - Colégio D. Pedro I
15 - Mercado Municipal
16 - Hospital Tide Setubal
17 - Praça da Paz
18 - Kaikan ( Imigrantes Japoneses)
19 - Mesquita ( Imigrantes Libaneses)
20 - Fundação Tide Setubal
21 - Balneário do Jardim São Vicente
22 - Chácara Chico Mendes
Passando pela Casa do Ancião ( Lar de Idosos e Crianças Carentes) e Casa Brunhosinho ( Imigrantes Portugueses)
23 - Chácaras de Verduras ( Imigrantes Japoneses)
24 - Fazenda Biacica
25 - Ruinas do Clube Regatas da Nitro Química
26 - Fábrica Nitro Química
27 - Comércio Popular
28 - Estação de Trem
29 - Praça do Forró


Vitor Santos & Leandro Perachini

Fazenda Biacica

A Capela de Biacica e a Chácara dos Fontouras
Originalmente, a chácara pertencia à antiga Fazenda da Biacica, mantida pela Ordem de Nossa Senhora do Carmo desde 1621. Já a Capela de taipa com características luso-brasileiras, foi construída no fim do século XVII.
Situada na estrada da Biacica, a Chácara dos Fontouras ocupa uma área com cerca de 100 mil m². De propriedade particular, está sem uso há algumas décadas, o que vem comprometendo sua conservação e integridade. Originalmente, pertencia à antiga Fazenda da Biacica, mantida pela Ordem de Nossa Senhora do Carmo desde 1621.
Uma capela de taipa de características luso-brasileiras, com invocação de Nossa Senhora da Estrela de Biacica, foi construída no local no fim do século XVII. A imagem da padroeira foi transferida para a Capela de São Miguel nos primeiros anos do século XX.
Em processo de decadência, a antiga capela recebeu atenção especial por Levén Vampré, o novo proprietário, que a incorporou a uma casa de linhas neocoloniais, construída na década de 1930, para uso em fins de semana e férias. Aproveitando a capela como parte central da casa, a ela foram acrescentados compartimentos laterais, além de uma grande varanda central.
Vampré introduziu elementos artísticos de modo a valorizar a natureza sacra da antiga edificação, idealizando um passado em que o catolicismo teria exercido influência benéfica sobre os indígenas, primitivos habitantes da região.
Entre 1944 e 1978, a família Fontoura foi proprietária do imóvel e ali residiu, associando seu nome à chácara. O CONPRESP reconheceu o valor cultural e ambiental da Chácara dos Fontouras através do tombamento em 1994, preocupação que Mário de Andrade já expressara em 1937, quando a visitou como técnico do IPHAN. Em 2004, também foi incluída como ZEPEC no Plano Regional Estratégico das Subprefeituras.

Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico

Postado por Vitor Santos

Sitio Mirim

LOCALIZAÇÃO: Rua Dr. Assis Ribeiro, s/n - São Miguel Paulista
PROCESSO: 22053/82
TOMBAMENTO: ex-officio em 12/5/82
TOMBAMENTO: Iphan em 6/3/73
LIVRO DO TOMBO HISTÓRICO: Inscrição nº 219, p. 62, 19/1/1987

A informação mais antiga existente sobre este imóvel remonta a 1750, quando aí residiu o guarda-mor Francisco de Godoy Preto. Porém, não se sabe ao certo a data da construção da casa do sítio, que se constitui em exemplar único no conjunto das casas bandeiristas, por apresentar diferente disposição de planta e de soluções construtivas. Em relação à planta, não existe o grande salão central para o qual se voltavam cômodos localizados em suas laterais, mas uma área interna dividida em pequenos ambientes. Quanto à varanda, apresenta-se em forma de "L", ao longo de duas fachadas, com uma parede de taipa envolvendo-a em determinados trechos. Construída em taipa de pilão, suas paredes são relativamente delgadas, com 50 cm de espessura e telhados com dupla inclinação. A planta é praticamente retangular, não fosse o cômodo situado fora dele em uma de suas laterais. Em 1945, apresentava-se alterada e em péssimo estado de conservação e, apesar dos trabalhos de consolidação, em 1967, encontra-se em ruínas.

Fonte Luís Saia

Postado por Vitor Santos

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Comercial Caminhos de São Paulo - São Miguel Paulista




Postado por Leandro Perachini

Programa Nacional do Patrimônio Imaterial



A Unesco define como Patrimônio Cultural Imaterial "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural."
O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.


O Programa Nacional do Patrimônio Imaterial - PNPI, instituído pelo Decreto n° 3.551, de 4 de agosto de 2000, viabiliza projetos de identificação, reconhecimento, salvaguarda e promoção da dimensão imaterial do patrimônio cultural. É um programa de fomento que busca estabelecer parcerias com instituições dos governos federal, estadual e municipal, universidades, organizações não-governamentais, agências de desenvolvimento e organizações privadas ligadas à cultura, à pesquisa e ao financiamento.


Postado por Vitor Santos

Iphan


A criação do organismo federal de proteção ao patrimônio, ao final dos anos 30, foi confiada a intelectuais e artistas brasileiros ligados ao movimento modernista. Era o início do despertar de uma vontade que datava do século XVII em proteger os monumentos históricos.
A criação da Instituição obedece a um princípio normativo, atualmente contemplado pelo artigo 216 da Constituição da República Federativa do Brasil, que define patrimônio cultural a partir de suas formas de expressão; de seus modos de criar, fazer e viver; das criações científicas, artísticas e tecnológicas; das obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; e dos conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
A Constituição também estabelece que cabe ao poder público, com o apoio da comunidade, a proteção, preservação e gestão do patrimônio histórico e artístico do país.

Postado por V itor Santos

Iphan lança Edital do Patrimônio Imaterial 2009





O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou essa semana o Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial 2009: Apoio e Fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial.
De 4 de maio a 19 de junho, as Superintendências do Iphan em todo o país estarão recebendo projetos técnicos de documentação ou de melhoria das condições de sustentabilidade dos saberes, modos de expressão, festas, rituais, celebrações, lugares e espaços que abrigam práticas culturais coletivas vinculadas às tradições das comunidades afro-brasileiras, indígenas, ciganas e de descendentes de imigrantes, entre outras.
Os recursos disponíveis para os projetos contemplados no edital são da ordem de R$ 735 mil. Mais informações no material em anexo.
Mais informações:
Gerência de Apoio e FomentoDepartamento do Patrimônio Imaterial/Iphan(61) 3414-6138 / 6195 / 6135 / 6137
Assessoria de ComunicaçãoIphan / MonumentaFones: 3326 6864 / (61) 3326 8907 / (61) 9972 0050
ascom@iphan.gov.brwww.iphan.gov.br
Postado por Vitor Santos

Noite no Museo



O uso de analogias e metáforas no discurso de monitores em 1 museus de ciências
Carla Wanessa do Amaral Caffagni
Orientadora: Martha Marandino
PPG- FE/USP

Introdução
Linguagem no ensino de ciências

As relações entre linguagem e Ensino de Ciências têm sido objeto de várias pesquisas nos
últimos anos, devido a sua grande importância no processo de construção da ciência e do
conhecimento individual do ser humano, constituindo-se assim numa promissora linha de investigação na área de Educação em Ciências.( Bozelli & Nardi,2005; Andrade et all., 2002). Muitos pesquisadores no mundo todo, têm se interessado pelo estudo da linguagem metafórica e analógica, preocupados com os efeitos que suas utilizações e abordagens têm na educação (Andrade et all., 2002).
A linguagem das ciências tem suas regras e características próprias, com predominância de
definições e conceitos em estilo impessoal que, dentro da realidade educacional, não favorece a função interpretativa/explicativa da linguagem mas sim, a sua função de transmissão do conhecimento (Cachapuz, 1989). Uma das maneiras de tornar essa linguagem mais acessível e menos rígida, consiste no uso de metáforas, que facilita a transferência do conhecimento de um domínio conceitual para outro (Andrade, et all., 2002).
As metáforas e as analogias são apontadas pelos investigadores como estratégias didáticas fundamentais no ensino e na aprendizagem de temas complexos de áreas científicas, pela possibilidade que estas oferecem de construir, ilustrar ou compreender um domínio científico desconhecido dos alunos a partir de um domínio familiar a eles, com base na exploração de atributos/relações comuns e não comuns de ambos os domínios, alvo e análogo (Bozelli & Nardi, 2005).
Analogias e metáforas não são as únicas formas de linguagem metafórica vulgarmente existentes, mas são provavelmente os formatos mais freqüentemente usados. São termos de difícil diferenciação. Sob diferentes perspectivas (filosófica, lingüistica) estes termos são usados com diferentes sentidos.
Na perspectiva educacional, mais especificamente na perspectiva da educação em ciências, são ferramentas de uso freqüente no processo de construção das noções científicas, estabelecendo relações entre sistemas distintos. Ou seja, um sistema conceitual científico e um sistema conceitual mais comum. Os conceitos científicos considerados pelos alunos muito complexos ou abstratos podem ser mais facilmente compreendidos com o uso destes recursos que tornam os conceitos mais “concretos”, “familiares”. Cachapuz (1989) acrescenta que as analogias são mais freqüentemente utilizadas do que as metáforas, devido principalmente a “transferência de significados de um domínio para o outro” já as metáforas estão normalmente associadas aos atributos dos elementos associados. O autor acrescenta ainda a idéia de que metáforas e analogias são permeáveis uma dada cultura embora provavelmente as primeiras mais do que as segundas.(Ferraz & Terrazan, 2002).
Vários autores têm refletido sobre o papel das metáforas e também das analogias tanto na produção do conhecimento em áreas específicas do saber, quanto na construção do conhecimento em uma disciplina escolar. Esta pesquisa, insere-se na perspectiva do uso da linguagem metafórica e analógica no ensino de ciências em espaços não formais de ensino, linha de pesquisa ainda pouco explorada.
O Ensino de Ciências e Museus.
A educação não formal vem crescendo em todo o mundo, inclusive no Brasil, a medida em que os museus deixam de ser depositários passivos de objetos ou simples expositores de produtos e descobertas científicas e se transformam em instituições dinâmicas, ativas na construção da cultura, da arte e da pesquisa em desenvolvimento. Suas exposições permitem a convivência e a compreensão dos objetos reais, tridimensionais, tornando-se importantes meios de comunicação de massa (Gouvêa et al., 2003).


Essa característica museológica contribui com a popularização das ciências de 50 diversas formas, o que tem apoiado o debate sobre sua ação educativa, do instrumental didático que dispõem e dos processos de aprendizagem que ali ocorrem (Hambúrguer, 2002; Pavão et all., 2002).
O museu caracteriza-se por ocupar um espaço, possuir uma coleção e estar aberto ao publico. No entanto a idéia de “estar aberto ao publico” remete a uma acessibilidade em conquista, devido a dificuldade de entendimento do publico a grande quantidade de informações e conceitos científicos expostos nesse espaço (Valente, 2002).
Neste sentido, emerge a preocupação com relação às informações que estarão presentes nacomunicação entre museu de ciência e publico. Como essas informações serão transmitidas? Quais informações serão consideradas? Que tratamento será dado a essa informação para que se torne compreensível a quem recebe? A essa última questão, está relacionada a idéia de transposição ou “recodificação” da linguagem especializada em linguagem não especializada (Marandino, 2001) Normalmente, o profissional responsável pela mediação entre o museu e o visitante é o monitor, que acompanha o publico durante a visita pela exposição, e através de discursos transmite as informações científicas numa linguagem mais simples, ou seja, ele é muitas vezes o responsável pela “recodificação” dos dados. Seu principal papel é o de tornar claras as informações e curiosidades, facilitando o entendimento do visitante. No processo de mediação a linguagem é a ponte entre o conhecimento e as pessoas. O conteúdo presente no discurso do monitor e as ferramentas de linguagem que utiliza devem portanto ser coerentes com o material em exposição. Segundo Stuchi & Ferreira (2003) em seu estudo realizado na Estação Ciência mostrou que os monitores tendem a desenvolver um discurso próprio, diferente das informações encontradas na etiquetas das peças em exposição. Constatou ainda a falta de cursos de capacitação específicos à orientação do monitor quanto a sua fala que o leva, muitas vezes, a simplesmente repetir as falas de outros monitores, o que pode comprometer a aprendizagem em Museus de Ciências. Poucos são os trabalhos realizados na área de linguagem no ensino de ciências em espaços não formais, até o momento nenhuma pesquisa sobre a utilização de metáforas e analogias no discurso de monitores em museus de ciências foi encontrado, o que justifica o presente projeto. Objeto/Problema da Pesquisa.
Esta pesquisa tem como objeto de estudo a utilização de metáforas e analogias no discurso de monitores em museus de ciências e centros de ciência e tecnologia. Dentre as questões que se pretendem discutir estão: O monitor faz uso dessas ferramentas de linguagem durante visitas orientadas? Em que situação as utiliza? Faz uso consciente? Suas colocações são pertinentes as informações associadas?

Metodologia
O método empregado na pesquisa ainda está em definição, mas certamente estará centrado na pesquisa etnográfica, que segundo André (1995) se caracteriza pelo uso de técnicas associadas a observação do participante, a entrevista e análise dos documentos coletados. O instrumento básico utilizado será o acompanhamento, observação e registro audio-visuais de visitas monitoradas realizadas por monitores em museus de ciências. Posterior a essa etapa as falas serão transcritas e analisadas para verificação presença de metáforas e analogias na fala dos monitores. Se essas ferramentas de linguagem estiverem presentes, os monitores serão convidados a analisar suas próprias falas com intuito deverificar se houve consciência da utilização desses recursos de linguagem durante a visita.
Possivelmente, esse diálogo também será registrado e transcrito pra posterior análise. Os discursos serão ainda analisados quanto a coerência sobre a metáfora/analogia utilizada e a informação a qual esta associada.
O número de visitas, de monitores e local de pesquisa ainda não foram definidos.


Postado por Vitor Santos

O selo de São Miguel


"É emocionante, fazer parte da história viva de São Miguel Paulista, da Aldeia de Ururai, que um dia dia também se chamou Baquirivú, sob a regência do Cacique Piquerobi, Pátria do Beato José de Anchieta, berço da Evangelização do Brasil, Patrimônio Histórico, meu coração pulsa junto com coração de todos os personagens que um dia ajudaram a escrever esta história."
Vitor Santos

terça-feira, 2 de junho de 2009

Educação Patrimonial - Capela de São Miguel

Educação Patrimonial - Capela de São Miguel

Este curso é fantástico e só vem a acrescentar a nossa comunidade. E nos ajudar a valorizar a nossa cultura, nossas riquezas históricas.

Gabriela Assis

segunda-feira, 1 de junho de 2009