A Capela de Biacica e a Chácara dos Fontouras
Originalmente, a chácara pertencia à antiga Fazenda da Biacica, mantida pela Ordem de Nossa Senhora do Carmo desde 1621. Já a Capela de taipa com características luso-brasileiras, foi construída no fim do século XVII.
Situada na estrada da Biacica, a Chácara dos Fontouras ocupa uma área com cerca de 100 mil m². De propriedade particular, está sem uso há algumas décadas, o que vem comprometendo sua conservação e integridade. Originalmente, pertencia à antiga Fazenda da Biacica, mantida pela Ordem de Nossa Senhora do Carmo desde 1621.
Uma capela de taipa de características luso-brasileiras, com invocação de Nossa Senhora da Estrela de Biacica, foi construída no local no fim do século XVII. A imagem da padroeira foi transferida para a Capela de São Miguel nos primeiros anos do século XX.
Em processo de decadência, a antiga capela recebeu atenção especial por Levén Vampré, o novo proprietário, que a incorporou a uma casa de linhas neocoloniais, construída na década de 1930, para uso em fins de semana e férias. Aproveitando a capela como parte central da casa, a ela foram acrescentados compartimentos laterais, além de uma grande varanda central.
Vampré introduziu elementos artísticos de modo a valorizar a natureza sacra da antiga edificação, idealizando um passado em que o catolicismo teria exercido influência benéfica sobre os indígenas, primitivos habitantes da região.
Entre 1944 e 1978, a família Fontoura foi proprietária do imóvel e ali residiu, associando seu nome à chácara. O CONPRESP reconheceu o valor cultural e ambiental da Chácara dos Fontouras através do tombamento em 1994, preocupação que Mário de Andrade já expressara em 1937, quando a visitou como técnico do IPHAN. Em 2004, também foi incluída como ZEPEC no Plano Regional Estratégico das Subprefeituras.
Fonte: Departamento do Patrimônio Histórico
Postado por Vitor Santos
terça-feira, 16 de junho de 2009
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